Este blog foi criado com o objetivo de expressar minhas ideias nessa terra de ninguém que é a internet e, também, para homenagear vários escritores que, através de seus pensamentos, ajudam a preencher meus vazios existenciais. Não tenho a intenção de ferir, copiar ou magoar ninguém, se caso o fizer, perdoe-me. Respeito a todos como a mim mesma. Espero dividir meu humilde conhecimento e aprendizagens com outros. Sou apenas mais uma leitora curiosa nesse mar de palavras.
domingo, 4 de setembro de 2011
Labirinto
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Margarida Rebelo
E tudo o que dizemos tem graça, e tudo o que fazemos é fácil, certo e bom...
Não tem nome este estado de graça,
de se sentir a vida a pulsar debaixo da pele
e coragem para fazer tudo o que ainda não conseguimos.
Não tem nome, nem pode ter, porque é tão forte e tão grande que não cabe num dicionário.
Não é paixão porque não dói, nem atração porque não inquieta.
É um quase tudo mas ainda não é nada, porque não houve tempo.
E o tempo que tão sabiamente apaga desejos incendiários e nos resolve dramas de tirar o sono
e secar as lágrimas,
é mais uma vez o nosso maior aliado,
de mãos dadas com a euforia
que nos enche de graça a existência.
Só é preciso não ter pressa,
deixar passar o tempo devagarinho
e fazer figas para dar certo.
E eu adoro fazer figas."
Margarida Rebelo Pinto
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Terra-mãe: desespero
Cá estou a te amparar,
Dias e noites sem fim.
Do meu piso teu alimento.
Do ar que circunda, vida!
Estou a arder do sol,
Em círculos pela amplidão.
Água límpida das nascentes,
A espera da tua proteção.
Cada dia perco copas,
Quase não há onde florir.
Terra árida sem meu choro,
Quer em deserto se fundir.
E sem controle,
Onde choro, tudo vou levando.
Efeitos do teu desprezo!
Prateada, sob a lua, vagando.
Meu chão pisado, mágoa!
Impotente, castigada.
Imploro-te carinho.
Preciso ser!
Terra-mãe, desespero.
Filho meu, em trincheiras, metralhado.
Sem árvores a sombrear,
O solo arde esquecido, maltratado.
(Sandra Garcia 2011)
Poesia publicada na Coletânea "Joaquim Moncks &Amigos".
Editora Alternativa - RS, 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
O Tempo Não Perdoa!

A vida segue seu curso em velocidade acelerada, porque o tempo, implacável, não perdoa. A infância perde seu sabor, numa piscar d’olhos, e cede lugar à maturidade fria e calculista. Esta varre para um canto da alma todos os nossos sonhos e fantasias e nos mostra que a brincadeira é séria. De repente, percebemos que os dias se passaram, e a existência deixou suas marcas profundas: saudades, algumas alegrias e dores que não se calam. Descobrimos que deveríamos ter feito algo que não fizemos, mas não dá mais tempo, porque o tempo não perdoa.
(Sandra Garcia)
sexta-feira, 22 de julho de 2011
As páginas da vida

sábado, 16 de julho de 2011
Dom Casmurro
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Contemplo O Lago Mudo

Contemplo o lago mudo
Que uma brisa estremece.
Não sei se penso em tudo
Ou se tudo me esquece.
O lago nada me diz,
Não sinto a brisa mexê-lo
Não sei se sou feliz
Nem se desejo sê-lo.
Trêmulos vincos risonhos
Na água adormecida.
Por que fiz eu dos sonhos
A minha única vida?
(Fernando Pessoa - Cancioneiro- 04/08/1930)
Disponível em: <http://www.pessoa.art.br/?p=462> Acesso em: 15/07/2011
Ou se tudo me esquece.
Não sinto a brisa mexê-lo
Não sei se sou feliz
Nem se desejo sê-lo.
Na água adormecida.
Por que fiz eu dos sonhos
A minha única vida?